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Veículo elétrico: um panorama sobre o uso e as tendências no mundo!

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Se parte da sua rotina envolve ir de um local a outro a bordo de um veículo a combustão, você é parte da parcela da humanidade que depende dos combustíveis fósseis para se locomover. Contudo, essa dependência é altamente prejudicial, principalmente do ponto de vista ambiental: cada quilômetro rodado emite gases poluentes na atmosfera, contribuindo para o aumento de aquecimento global e a piora da qualidade do ar.

Diante dessa preocupação em escala mundial, o veículo elétrico vem se tornando uma tendência, despertando o interesse de montadoras mundo afora e se transformando em desejo de consumo de muitos motoristas. Para entender qual a importância do desenvolvimento desse mercado e qual seu impacto na questão ambiental, preparamos este artigo. Boa leitura!

Qual a importância dos veículos elétricos?

Como a própria denominação sugere, um carro elétrico utiliza a eletricidade para funcionar, diferentemente dos tradicionais modelos a combustão, que adotam um combustível fóssil (como a gasolina ou o diesel) ou ainda o etanol para rodar.

Nos carros elétricos, o tanque de abastecimento é substituído por baterias, que armazenam a energia necessária. Quando ela se esgota, é preciso conectar o automóvel a uma tomada e esperar a carga completar para voltar a rodar.

Há ainda os veículos híbridos, que combinam motores a combustão com sistemas elétricos, o que aumenta a autonomia do motorista. Assim, é possível passar mais tempo longe da tomada ou da bomba de gasolina graças à possibilidade de contar com essas duas fontes de energia ao colocar as mãos no volante.

A ideia de veículos movidos a eletricidade não é necessariamente nova. Basta pensar que, até meados do século XX, muitas cidades contavam com bondes movidos a eletricidade. Do mesmo modo, iniciativas isoladas para promover veículos elétricos não prosperaram. Assim, por questões políticas, técnicas e econômicas, o veículo a combustão venceu a corrida e hoje predomina nas ruas de todo mundo.

Mas o que reavivou o interesse por carros movidos a eletricidade? A resposta é simples, embora a solução não seja: a busca por sustentabilidade, o que passa pela procura de fontes de energia limpas e renováveis, substituindo os combustíveis fósseis de forma eficiente e economicamente viável.

Os impactos dessa mudança serão significativos. Veja por este exemplo: uma cidade como São Paulo, 72,6% das emissões de gases que contribuem para o aquecimento global são oriundas da frota de veículos. Logo, a redução, ainda que em parte, desse número teria impacto relevante tanto sobre o combate a elevação das temperaturas globais quanto da qualidade de vida de quem respira o ar desses locais.

Nesse cenário, vários países estão implementando datas limite para que os carros a combustão que utilizem gasolina ou diesel deixem de ser vendidos. É o caso, por exemplo, da Alemanha, que pretende eliminá-los das ruas a partir de 2030. Para atingir tal objetivo, os incentivos econômicos e governamentais aos carros elétricos serão de fundamental importância.

Quais são as principais inovações de um veículo elétrico?

Um veículo elétrico não deve ser visto apenas como um carro que substituí os tradicionais motores a combustão por baterias que precisam ser recarregadas com frequência. Eles têm embutidas diversas tecnologias, resultado da constante busca por inovação, o que faz deles bastante atrativos até mesmo para os motoristas mais exigentes.

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Além da ausência de emissão de gases poluentes, um veículo elétrico ajuda a aliviar outro problema constante para quem habita grandes cidades, que frequentemente têm ruas com grande tráfego: o barulho.

O ruído é bastante baixo e similar a um de carrinho de fricção de brinquedo, o que alivia o desconforto gerado pela chamada poluição sonora para quem transita ou mesmo mora perto de locais com grande circulação de veículos.

No entanto, a ausência de barulho não representa menor potência e desempenho. O principal destaque da maioria dos modelos é o chamado torque, que diz respeito à capacidade de o motor produzir movimento a partir da sua potência. Há carros elétricos de passeio que vão de 0 a 100 km/h em apenas 7,5 segundo, uma marca respeitável.

Alguns veículos híbridos contam também com sistemas de recuperação de energia, que utilizam dispositivos que captam, convertem e armazenam a energia dissipada por determinadas partes, como os freios.

Essa combinação de inovações também se reflete no bolso do motorista que quer manter um veículo elétrico: como a energia elétrica é quase sempre mais barata que os combustíveis fósseis, o custo por quilômetro rodado tende a ser menor.

Quais os maiores desafios para os veículos elétricos?

Embora os carros elétricos introduzam uma série de inovações e apresentem muitas vantagens, alguns obstáculos atrasam sua popularização. O principal deles costuma ser o preço dos veículos. No Brasil, os modelos mais em conta giram em torno dos R$150 mil.

Outra desvantagem está na autonomia: o caminho a ser percorrido antes de precisar conectar o veículo numa tomada costuma ser curto, principalmente para quem pega a estrada. Com a evolução da tecnologia das baterias, isso tende a mudar — mas, até lá, os veículos elétricos ficarão restritos à circulação dentro da cidade e em viagens curtas.

Como a energia solar pode atuar em conjunto com essa tecnologia?

Para ampliar as vantagens dos carros elétricos, é importante que a fonte dessa energia seja limpa, já que ainda é comum que cidades inteiras tenham seu fornecimento garantido por usinas que queimam diesel ou carvão para gerar eletricidade — o que é tão prejudicial quanto uma frota de carros a combustão rodando nas ruas.

Assim, a combinação de carros elétricos e energia solar mostra enorme potencial. As placas fotovoltaicas instaladas nas casas ou mesmo em postos de abastecimento gerarão a energia necessária para que esses veículos rodem com autonomia, sem dependerem de fontes não renováveis. Além disso, estão em estudo pelas montadoras carros com painéis solares instalados, o que permite que eles sejam recarregados enquanto andam.

No Brasil, a opção por um veículo elétrico costuma ser vista como exótica. Embora o emplacamento de modelos dessa categoria tenha crescido quase 59% em 2018, eles ainda representavam apenas 0,2% dos carros que saíram da concessionária. A combinação de evolução na tecnologia, redução dos preços e incentivos governamentais pode ajudar na popularização desses carros que, juntos com a energia solar, são uma ótima medida de desenvolvimento de práticas sustentáveis em escala global.

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