Fonte solar: fique por dentro do desenvolvimento no Brasil

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A energia elétrica gerada a partir da fonte solar tem crescido no Brasil. A possibilidade de reduzir os gastos com as altas tarifas da conta de luz e os custos cada vez menores dos sistemas fotovoltaicos têm atraído os consumidores. Além disso, devido à localização geográfica, o país é um dos melhores do mundo em radiação solar, o que atrai investimentos de empreendimentos de usinas solares. 

Com isso, a energia solar posiciona-se em sétimo lugar no ranking das matrizes energéticas no país, sendo que, em 2019, ultrapassou a nuclear. As hidrelétricas estão em primeiro lugar, mas perdendo espaço gradativamente para formas alternativas e mais limpas.  

Entenda melhor o cenário da fonte solar no Brasil e por que ela está em pleno desenvolvimento. Continue a leitura!

Como está o desenvolvimento da eletricidade produzida pela fonte solar no Brasil?

A fonte solar no Brasil está em expansão. A estimativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) é que, em 2019, o país cresça 44% na capacidade instalada de energia solar. Ou seja, atingirá a marca de 3,3 gigawatts (GW) de produção. Existem usinas fotovoltaicas, mas o que vem crescendo é a geração distribuída — sistemas localizados em residências e indústrias. 

Os fatores que levam a esse crescimento são vários, sendo um dos principais o aumento do público consumidor incentivado na busca pela economia na conta de luz. O Brasil apresenta uma das tarifas energéticas mais altas do mundo, e com carga tributária que pode representar até 40% do valor final da conta a ser paga. Assim, a busca por fontes alternativas de energia tem sido constante, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas. 

Além disso, a instalação dos equipamentos está cada vez menos custosa no país, viabilizando ainda mais o investimento. Até 2025, o preço desses sistemas deve cair ainda mais, segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). A procura maior pela energia solar tem movimentado o mercado, levando a preços mais competitivos. 

O Brasil figura como um dos principais produtores mundiais de silício, material usado na fabricação das placas fotovoltaicas. Esse fato atrai investimentos de indústrias do ramo, ainda que a fabricação final das placas não aconteça aqui, mas na China e nos Estados Unidos. 

O governo também tem facilitado e incentivado por meio de regulamentações. Entre as mudanças, estão a diminuição de burocracias para a implantação da energia solar, o aumento do prazo para usar os créditos, que passou de 36 para 60 meses, e as novas modalidades do sistema de compensação. 

Nesses novos formatos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) permite a criação de empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras, a geração compartilhada e o autoconsumo remoto. Nos dois primeiros casos, é possível criar um microgerador para diversas pessoas utilizarem, e o autoconsumo remoto serve para quem tem um sistema instalado em um local, mas deseja abater seus créditos em outro endereço. 

Por fim, a preocupação ambiental também pode ser apontada como fator propulsor da energia solar. Ela é limpa, renovável, inesgotável, não gera impactos ambientais para sua produção e nem mau cheiro e barulho. Empresas e indústrias que percebem o potencial do marketing verde têm se interessado por esses microgeradores de eletricidade. 

A energia solar no Brasil superou a nuclear? 

Sim, dados revelados pela Absolar, em março de 2019, apontam que a energia produzida por fonte solar fotovoltaica ultrapassou a de fonte nuclear. Agora, temos mais de 2 mil megawatts (MW) de potência instalada, representando 1,2% de toda a produção energética do Brasil.

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A fonte solar, então, agora está em sétima posição no ranking das fontes de eletricidade, e a nuclear, em oitavo lugar, com 1.990 MW de potência. As hidrelétricas representam a principal fonte produtora de eletricidade, seguida pela biomassa. No Brasil, existem, atualmente, 73 usinas de geração centralizada de energia fotovoltaica contratadas por meio de leilões. 

Essas usinas têm proporcionado mais de 10 bilhões em investimentos para o país, podendo chegar a 22 bilhões até 2022, além da geração de emprego. Os leilões são a forma como o governo federal contrata empresas para atenderem a demanda energética do país. 

O interesse das usinas de fonte solar tem crescido, sendo que, nesses leilões, há mais projetos dessa natureza do que de usinas eólicas. Isso se dá devido ao fato de o Brasil ter bastante radiação solar, sendo excelente para o negócio. Entenda melhor a seguir!

Por que o Brasil é propício para a energia solar?

A localização do Brasil no globo terrestre é mais um fator que incentiva a energia solar. Cortado pela linha do Equador e por um trópico, o país tem um dos melhores índices de irradiação solar do mundo. A luz natural está disponível o ano inteiro, sendo maior do que na Alemanha, nos Estados Unidos e na China, locais onde o uso dessa energia já é bastante consolidado.

Em nível de comparação, o lugar menos ensolarado do Brasil tem mais sol do que a região mais ensolarada da Alemanha, segundo pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL). Nosso país recebe cerca de 140 dias a mais de sol do que a Europa, por exemplo. 

Como é a produção e distribuição de energia solar no Brasil? 

A produção de energia elétrica com a radiação solar no Brasil acontece, em sua maioria, por meio de usinas e parques solares. Segundo a Absolar, mais de 70% dos MW produzidos aqui vêm desses empreendimentos. No entanto, ter 30% de produção vindo de micro e minigeradores é bastante significativo, mostrando o potencial dessa energia limpa para o público consumidor final. 

Os estados do Sudeste são os primeiros colocados no Ranking Nacional da Geração Distribuída Fotovoltaica, sendo Minas Gerais o líder. No entanto, o Nordeste e o Norte têm ótimos índices de radiação, com muito potencial a ser explorado. 

O que falta para nosso país crescer ainda mais nesse setor são mais incentivos governamentais para as fábricas de placas fotovoltaicas. Isso reduziria bastante o custo da instalação e colocaria com facilidade a fonte solar na frente da eólica e da biomassa. 

O Brasil, então, tem bastante espaço para usufruir dos benefícios da energia solar. Para os consumidores, ela tem ficado cada vez mais interessante devido ao seu custo-benefício, uma vez que o valor da instalação e dos equipamentos tem diminuído e as tarifas da conta de luz só aumentam

A instalação, no entanto, deve sempre ser feita por uma empresa conceituada e que utilize materiais de alta qualidade. Ela deverá fazer um estudo de viabilidade e projeção de em quanto tempo você terá o retorno do seu investimento. Também há algumas questões técnicas e burocráticas para que você possa acumular créditos de energia solar e abater na sua conta de luz. 

A Moove Energia Solar é uma empresa que trabalha com todos os processos, do início ao fim. Atua desde 2008 com projetos residenciais, empresariais e públicos, além de fazendas solares de até 5 MW

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