WEG cresce em energia solar e prevê expandir negócio para o exterior

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A fabricante catarinense de equipamentos elétricos WEG tem visto crescerem rapidamente seus negócios em energia solar, como a produção de inversores e serviços de instalação de usinas e sistemas de geração de menor porte, o que já leva a empresa a buscar expandir a operação para outros países onde atua, como a Argentina, disse à Reuters um executivo da companhia.

A fabricante catarinense de equipamentos elétricos WEG tem visto crescerem rapidamente seus negócios em energia solar, como a produção de inversores e serviços de instalação de usinas e sistemas de geração de menor porte, o que já leva a empresa a buscar expandir a operação para outros países onde atua, como a Argentina, disse à Reuters um executivo da companhia.

A empresa tem conseguido aproveitar um momento de elevados investimentos em geração solar no Brasil, que ultrapassou recentemente a marca de 1 gigawatt em capacidade da fonte em operação, um patamar alcançado apenas por um grupo de cerca de 30 países no mundo.

Com um dos melhores potenciais globais para a tecnologia, o Brasil realizou seu primeiro leilão exclusivo para contratar usinas solares só em 2014, mas desde então a fonte tem ganho espaço tanto em licitações públicas para novos projetos de energia quanto em aplicações menores, como sistemas de painéis fotovoltaicos em telhados de comércios e residências.

“A gente está realmente se destacando no crescimento, mas alinhado também com o mercado, porque a energia solar está tendo um ‘boom’ grande hoje no Brasil. Por termos entrado cedo no negócio, quando o mercado ainda estava germinando, estamos com um crescimento bem expressivo”, disse à Reuters o gerente de Vendas da WEG, Harry Schmelzer Neto.

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A empresa colocou o desempenho do negócio de geração solar em destaque no balanço do primeiro trimestre –as atividades de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD), na qual está inserida a solar, respondem por cerca de 31,5 por cento da receita líquida da companhia.

Somente o faturamento com essas instalações de pequeno porte, conhecidas como geração distribuída, aumentou três vezes desde 2016. Neste ano, a previsão é de alta de 50 por cento no faturamento do segmento frente ao ano anterior, segundo Neto.

“Já estamos com uma parcela nos negócios da WEG que está chamando atenção no grupo. Mas cada vez vamos ganhar mais presença dentro do grupo”, afirmou, sem citar números.

Ele disse que a decisão de entrar no segmento veio ainda em 2012, quando a empresa começou a produzir inversores para sistemas de geração solar.

Posteriormente, a companhia ganhou força também como montadora de empreendimentos solares em contratos EPC, em que o projeto é entregue pronto ao cliente.

Desde então, a WEG já forneceu serviços e equipamentos tanto para grandes usinas, viabilizadas nos leilões do governo, quanto para projetos menores e até experimentais, como aplicações flutuantes, no lago de hidrelétricas.

 

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